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12.04.95 – 18:07 – JSK

In Arte e Estética, Crônica by ancuriLeave a Comment

Vinte três anos se passaram daquele corte de cordão em que a mão tremeu e a foto borrou. Com os olhos embaçados em lagrimas continuei a clicar na ilusão de barrar o tempo e eternizar aquela hora. 18:07. Vinte três anos se passaram, pouco mais de cem quilometros nos separam, mas em mim o relógio teima em circular o ponteiro …

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Karlo Artur em dia de São José.

In Arte e Estética, Crônica by ancuri

Passos firmes, sem medo do sol escaldante que peitava o Santo, o Menino Jesus, e tantos outros para quem as súplicas por chuva se acumulavam, ele seguia rumo a Casa Azul. Fazia dias que sua obstinação se manifestava por essa visita. Não seria a luz ofuscante do meio dia que lhe seria impecílio. As roupas já emporcalhadas de outros terreiros …

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Amor e Construção.

In Arte e Estética, Crônica by ancuri

É tarde. À luz da lua, corpo desarmado, tu observas o dia trabalhado. Eu te observo. E me sirvo do teu corpo suado. Meu olhar lambe a luz que escorre em teu rosto, cheira o cheiro de mato em teu cabelo, alcança teu olhar sobre teu trabalho. E em comunhão desposa-te a construção.

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O Homem e a Terra

In Arte e Estética, Crônica by ancuri

Anoitece. A Escuridão preenche todas as distancias. Eu e tu nos tornamos nós, estreito nós. Teu rosto enfim se revela. Antes ocultado pelo sol em cores te mostravas. Longínqua, diversa, dispersa. Agora na noite escura tu és ela. E o encontro e a espera ao teu rosto me conduz. Amo-te. Amo-te com o amor do sempre. Sem futuro e sem passado. Porque a …

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Porteiro dos sonhos.

In Arte e Estética, Bem Viver, Crônica by ancuri

Não renunciar a sí é não sobreviver aos próprios deuses, ou ao próprio deus. Quem a eles, ou a ele sobrevive torna-se carcaça, esvazia-se de sentido, subjuga-se ao comer de cada dia e às dores do caminhar errante. Vaga sem alma e sem destino e não tem onde pousar. Então resiste em teu sonho, pois nele te falam os deuses, …

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Do Patético da Sacralidade

In Arte e Estética, Crônica by ancuri

Me disseram patético. E eu respondi: toda sacralidade é patética, me comove até às lágrimas. A banalidade do instante, a efemeridade do encontro, o gesto que se dissipa no tempo, a casa do Pai que já se ausenta, a criança e sua insondabilidade, todos são a santidade que dão significância à vida. E de joelhos e contrito eu choro em …

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Aguardando a Paixão

In Arte e Estética, Crônica by ancuri

Bom dia, gente em rede! Os da fila do pão, como diz meu amigo Amaudson Ximenes; os da fila da farmácia; também os da fila do banheiro (esses, meu deus, são os mais conectados); e ainda os da fila do ônibus, da fila dos hospitais. A todos vocês meu bom dia nessa véspera de Natal. Faço a referência ao natal …

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Nós somos o rio.

In Arte e Estética, Bem Viver, Política by ancuri

Somos o rio que passa. A vida que mora nele e que dele provém. Somos suas águas. Ajuntamento de povos e tempos, história do rio que fica e comunica de maré em maré, prá em maré dizer. Somos o Cocó daqui, de alí, d’acolá. Somos o Cocó da Aratanha em mil filetes a descer a serra, as águas ajuntadas do Gavião, …