Do Patético da Sacralidade

In Arte e Estética, Crônica by ancuri

Me disseram patético. E eu respondi: toda sacralidade é patética, me comove até às lágrimas. A banalidade do instante, a efemeridade do encontro, o gesto que se dissipa no tempo, a casa do Pai que já se ausenta, a criança e sua insondabilidade, todos são a santidade que dão significância à vida. E de joelhos e contrito eu choro em oração. Sim, eu sou patético.

Natal de 2017 na casa de meu pai. – Fotos de Henrique Kardozo